__ Porventura não tem o homem guerra sobre a terra? E não são os seus dias como o do jornaleiro? Como servo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pelo seu pagamento, assim me deram por herança meses de vaidade, e noites de trabalho me prepararam. Deitando - me a dormir, então digo: quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto - me de voltar na cama até a alva.
A minha carne se tem vestido de bichos e de torrões de pó; minha pele está gretada, e se fez abominável. Os meus dias são mais velozes que a lançadeira do tecelão, e parecem sem esperança, lembra-te de que minha vida é como o vento; os meus olhos não tornaram a ver o bem, os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais. Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce a sepultura nunca tornará a subir, nunca mais tornará a sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá. Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; me queixarei na amargura de minha alma. Sou porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas um guarda? Dizendo eu: consolar-me-a a minha cama, meu leito aliviará minha ânsia.
Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras; porque a minha alma escolheria antes a estrangulação, e antes a morte do que meus ossos. A minha vida abomino, pois não viverei para sempre; retira - te de mim pois vaidade são os meus dias. Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponha sobre ele o teu coração, e a cada manhã o visites, e a cada momento o proves? Até quando não me deixarás, nem me largará, até que engula a minha saliva? Se pequei, que te farei, o guarda dos homens? Porque fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? E porque não perdoas a minha transgressão, e não tires a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscará e nãos estarei lá.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
O livro de Jó. Capítulo 6.
Então
Jó, respondendo, disse:
_ Oxalá de fato se passasse a minha magoa, e
juntamente na balança se pusesse a minha calamidade! Pois, na verdade, seria
mais pesada que areia dos mares; por isso é que as minhas palavras tem sido
temerárias. Porque as flechas do todo poderoso se cravaram em mim, e o meu
espirito suga o veneno delas; os terrores de Deus se arregimentam contra mim.
Zurrará o asno montês quando tiver erva? Ou mugira o boi ao seu pasto?
Pode se comer sal o que pode ser insípido? Ou há
gosto na clara do ovo? Nessas coisas a minha alma se recusa a tocar, pois são
para mim comida repugnante. Quem dera que se cumprisse o meu rogo, e que deus
me desse o anelo! Que fosse do agrado de Deus esmagar-me; que soltasse a sua
mão, e me exterminasse! Isso ainda seria a minha consolação, e exultaria na dor
que não me poupa; porque não tenho negado as palavras ao santo.
Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é
o meu fim, para que me porte com paciência? É a minha força a força da pedra? Ou
é de bronze a minha carne? Na verdade não há em mim socorro nenhum. Não me
desamparou todo o auxilio eficaz? Ao que desfalece devia o amigo mostrar compaixão;
mesmo o que abandona o temor do todo poderoso. Meus irmãos houveram-se
aleivosamente, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam, os
quais se turvam com o gelo, e neles se esconde a neve; no tempo do calor vão
minguando; e quando o calor vem, desaparecem do seu lugar. As caravanas se desviam do seu curso; sobem
ao deserto e perecem. As caravanas de temam olham; os viandantes de Sabá por
eles esperam, ficam envergonhados por terem confiado; e chegando ali se
confundem. Agora, pois, tais vos tornastes para mim; vede a minha calamidade e
temeis, acaso disse eu: “ Dai-me um presente? Ou: fazei-me uma oferta de vossos
bens? Ou: livrai-me das mãos do adversário? Ou: resgatai-me das mãos dos
opressores?
Ensina-me e eu me calarei; fazei-me entender no que
errei. Que poderosas são as da boa razão! Mas quem é que a vossa arguição
reprova? Acaso pretendeis reprovar as palavras, embora sejam as razões do
desesperado como o vento? Até quereis lançar sorte sobre o órfão, e fazer
mercadoria do vosso amigo. Agora, pois, por favor, olhai para mim, porque de
certo à vossa face não mentirei. Mudai de parecer, peço-vos, não haja
injustiça; sim, mudai de parecer, que a minha causa é justa. Há iniquidade na
minha língua? Ou não poderia o meu paladar discernir coisas perversas?
sábado, 5 de setembro de 2015
O livro de Jó. Capítulo 5.
_ Chama agora: há alguém que te responda? E para qual dos santos te viras? Porque a ira destrói o louco: e o zelo mata o tolo. Bem vi eu o louco lançar raízes, mas logo amaldiçoei a sua habitação. Seus filhos estão longe da salvação; e são despedaçados às portas, e não há quem os livre. A sua messe a devora faminto, que até entre os espinhos a tira; e o salteador traga a sua fazenda. Porque do pó não procede a aflição nem da terra brota o trabalho, mas o homem nasce para o trabalho, coco as faíscas da brasa se levantam para voar.
Mas quanto a mim eu buscarei a Deus, e a ele dirigiria minha fala. Ela faz coisas tão grandiosas, que se não podem esquadrinhar; e tantas maravilhas que se não podem contar. Ela dá a chuva sobre a terra e envia água sobre o campo, para por os abatidos em um lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvação. Ela aniquila a imaginação dos astutos, para que suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito. Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita.
Eles, de dia, encontram as trevas; e, ao meio dia, andam como de noite às apalpadelas, mas o necessitado livra da espada da sua boca, e da mão do forte. Assim, há esperança para o pobre; e a iniquidade tapa sua boca. Eis que bem aventurado é o homem, a quem Deus castiga; não desprezes, pois, o castigo do todo poderoso. porque ele faz a chaga e ele mesmo a liga; e ele fere e as suas mãos curam.
Em seis angústias, te livrará; e, na sétima o mal não te tocara. Na fome, te livrara da morte; e, na guerra, da violência da espada. Do açoite da língua estarás abrigado; e não temeras a assolação, quando a mesma vier. Da assolação e da fome te rirás, e os animais da terra não temerás, porque até com as pedras do campo terás a tua aliança, e os animais do campo estarão contigo. E saberás que a tua tenda está em paz, e visitará atua habitação, nada te faltará. também saberás que se multiplicara a tua semente, e a tua posteridade, como a erva da terra. Na velhice vira a sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo, eis isto já o havemos inquirido, e assim é; ouve-o e medita nisso para o teu bem.
Mas quanto a mim eu buscarei a Deus, e a ele dirigiria minha fala. Ela faz coisas tão grandiosas, que se não podem esquadrinhar; e tantas maravilhas que se não podem contar. Ela dá a chuva sobre a terra e envia água sobre o campo, para por os abatidos em um lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvação. Ela aniquila a imaginação dos astutos, para que suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito. Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita.
Eles, de dia, encontram as trevas; e, ao meio dia, andam como de noite às apalpadelas, mas o necessitado livra da espada da sua boca, e da mão do forte. Assim, há esperança para o pobre; e a iniquidade tapa sua boca. Eis que bem aventurado é o homem, a quem Deus castiga; não desprezes, pois, o castigo do todo poderoso. porque ele faz a chaga e ele mesmo a liga; e ele fere e as suas mãos curam.
Em seis angústias, te livrará; e, na sétima o mal não te tocara. Na fome, te livrara da morte; e, na guerra, da violência da espada. Do açoite da língua estarás abrigado; e não temeras a assolação, quando a mesma vier. Da assolação e da fome te rirás, e os animais da terra não temerás, porque até com as pedras do campo terás a tua aliança, e os animais do campo estarão contigo. E saberás que a tua tenda está em paz, e visitará atua habitação, nada te faltará. também saberás que se multiplicara a tua semente, e a tua posteridade, como a erva da terra. Na velhice vira a sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo, eis isto já o havemos inquirido, e assim é; ouve-o e medita nisso para o teu bem.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
O livro de Jó. capitulo 4.
Então respondeu Elifaz, o Temanita, e disse:
_ Se alguém intentar falar-te, enfadarte-ás, mas quem poderá conter as palavras. Eis que tens ensinado a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas, as tuas palavras tem sustentado aos que cambaleavam, e os joelhos fracos tens fortalecido, mas agora que se trata de ti, te enfadas; e, tocando a ti, desanimas. Porventura não está a tua confiança no teu temor de Deus, e a tua esperança na integridade dos teus caminhos. Lembra-te agora disto; qual o inocente que jamais pereceu, e onde foram os retos destruídos. Conforme tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam o mesmo, pelo sopro de Deus perecem, e pela rajada da sua ira são consumidos, cessa o ruido do leão, e a voz do leão feroz; os dentes dos leãozinhos se quebram, morre o leão velho por falta de presa, e os filhotes da leoa andam dispersos.
Ora, uma palavra me disse em segredo, e os meus ouvidos perceberam o sussurro dela, entre pensamentos nascidos de visões noturnas, quando cai sobre os homens o sono profundo, sobrevieram-me o espanto e o temor, que os fizeram estremecer todos os ossos, então um espirito passou por mim; arrepiaram-me os cabelos do corpo, parou ele mas não pude discernir a sua aparência, um vulto estava diante dos meus olhos, ; houve silêncio, então ouvi uma voz que dizia:
" _ Pode o homem mortal ser justo diante de Deus, pode o varão ser puro diante do seu criador." Eis que Deus não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura, quanto mais aos que habitam em casas de lodo, cujo o fundamento está no pó, e que são esmagados pela traça, entre a manhã e a tarde são destruídos; perecem para sempre sem que disso façam caso, se dentro deles é arrancado a corda de sua tenda, porventura não morrem, e isso sem atingir a sabedoria.
_ Se alguém intentar falar-te, enfadarte-ás, mas quem poderá conter as palavras. Eis que tens ensinado a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas, as tuas palavras tem sustentado aos que cambaleavam, e os joelhos fracos tens fortalecido, mas agora que se trata de ti, te enfadas; e, tocando a ti, desanimas. Porventura não está a tua confiança no teu temor de Deus, e a tua esperança na integridade dos teus caminhos. Lembra-te agora disto; qual o inocente que jamais pereceu, e onde foram os retos destruídos. Conforme tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam o mesmo, pelo sopro de Deus perecem, e pela rajada da sua ira são consumidos, cessa o ruido do leão, e a voz do leão feroz; os dentes dos leãozinhos se quebram, morre o leão velho por falta de presa, e os filhotes da leoa andam dispersos.
Ora, uma palavra me disse em segredo, e os meus ouvidos perceberam o sussurro dela, entre pensamentos nascidos de visões noturnas, quando cai sobre os homens o sono profundo, sobrevieram-me o espanto e o temor, que os fizeram estremecer todos os ossos, então um espirito passou por mim; arrepiaram-me os cabelos do corpo, parou ele mas não pude discernir a sua aparência, um vulto estava diante dos meus olhos, ; houve silêncio, então ouvi uma voz que dizia:
" _ Pode o homem mortal ser justo diante de Deus, pode o varão ser puro diante do seu criador." Eis que Deus não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura, quanto mais aos que habitam em casas de lodo, cujo o fundamento está no pó, e que são esmagados pela traça, entre a manhã e a tarde são destruídos; perecem para sempre sem que disso façam caso, se dentro deles é arrancado a corda de sua tenda, porventura não morrem, e isso sem atingir a sabedoria.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
O livro de Jó. Capítulo 3.
Capítulo 3.
Depois
disto, abriu Jó a sua boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento, e falando
disse:
_ Pereça o dia em que nasci, e a noite em que disseram.
“ Foi concedido um homem.” Converta-se aquele dia em trevas; e Deus lá de cima,
não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a sua luz. Que as trevas o
contamine juntamente com as sombras da noite; habitem sobre ele nuvens; negros
vapores do dia do espanto. A escuridão tome aquela noite, e não se goze entre
os dias do ano, e não entre no numero de meses.
Ah! Que solitária
seja aquela noite e suave musica não entre nela! Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam
o dia, que estão prontos para fazer correr seu pranto. Escureçam-se as estrelas
do seu crepúsculo; que espere a luz, e não venha; e não veja as pestanas dos
olhos da alva! Portanto não fechou as portas do ventre, nem escondeu dos olhos
a canseira.
Por que não
morri eu desde a madre, e ao sair do ventre expirei, e por que me receberam os
joelhos; e também os peitos para que mamasse. Porque já agora jazeria e
repousaria; dormiria, e, então haveria repouso só para mim, com os reis e
conselheiros da terra que para si edificavam casas nos lugares assolados, ou
com os príncipes que tinham ouro, que enchiam as suas casas de prata; ou com
aborto oculto, não existiria; como as crianças que nunca vieram a luz.
Ali, os maus
cessam de perturbar; e, ali, repousam os cansados. Ali, os presos juntamente
repousam e não ouvem a voz do exator. Ali, está o pequeno e o grande, e o servo
fica longe de seu senhor. Por que se dá luz ao miserável, e vida aos
amargurados de ânimo, que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela
mais do que tesouros ocultos; que de alegria saltam , e exultam, achando a sepultura.
Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto e a quem Deus o encobriu. Porque
antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água. Por
que o que eu temia me veio, e o que eu receava aconteceu, nunca estive
descansado, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
O livro de Jó. Capítulo 2.
CAPÍTULO 2.
E vindo
outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio
também Satanás entre eles apresentar-se ao senhor, então o Senhor disse a
satanás:
_ De onde vens.
E Satanás respondeu ao senhor:
_ De rodear e passear por sobre a terra.
E disse o Senhor novamente:
_ Observaste meu servo Jó, porque ninguém há na
terra semelhante a ele, homem sincero e reto, teme a Deus e desvia-se do mal, e
que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o
consumir sem causa.
Então Satanás respondeu ao Senhor dizendo:
_ Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela
sua vida. Estende porem a sua mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e veras se
não blasfemara de ti na tua face.
Disse o Senhor a Satanás:
_ Eis que ele está na tua mão; poupa, porem, a sua
vida.
Então, saiu satanás da presença do Senhor e feriu a
Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó
tomando um pedaço de telha para raspar com ela as feridas, assentou-se no meio
da cinza, então sua mulher lhe disse:
_ Ainda conservas a tua sinceridade, amaldiçoa a
Deus e morri.
Jó então lhe respondeu:
_ Você fala como uma doida, assim é você, recebemos
o bem de Deus, devemos receber também o mal.
Em tudo isso
não pecou Jó com seus lábios, ouvindo, pois , os três amigos de Jó que todo
este mal tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar; Elifaz. O Tenamita,
Bilbalde, o Suíta, e Zofar, o Naamatita; e concertaram juntamente vieram
condoer-se dele e consolá-lo. E, levantando-se de longe os olhos e não o
conhecendo, levantaram a voz e choraram; e rasgando cada um o seu manto, sobre
a cabeça lançaram pó ao ar. E assentaram juntamente com ele na terra, sete dias
e sete noites; e nenhum deles lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor
era muito grande.
domingo, 16 de agosto de 2015
O livro de Jó. capítulo um.
CAPÍTULO
1.
Havia um homem na terra de Uz cujo nome era
Jó, ele era integro e reto, temia a Deus e desviava-se do mal, nasceram-lhe
sete filhas. Ele possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas
de boi e quinhentas jumentas, tendo também muitíssimas pessoas a seu serviço;
de forma que este homem era o maior de todos os do oriente. Iam os seus filhos à
casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar
suas três irmãs para comerem e beberem com eles.
E sucedia que tendo decorrido o turno de
dias de seus banquetes, enviava Jó e os sacrificava; e, levantando-se de
madrugada, oferecia holocaustos segundo o numero de seus filhos; pois dizia Jó:
_
Talvez meus filhos tenham pecado, e blasfemado no seu coração_ Assim fazia Jó
continuamente.
Ora, certo dia os filhos de Deus vieram apresentar-se
perante o senhor, veio também satanás perante eles. O senhor perguntou a Satanás:
_
De onde vens.
Satanás
respondeu ao senhor dizendo:
_
De rodear a terra e passear por ela.
_
Notastes porventura o meu servo Jó, não há ninguém na terra que se assemelhe a
ele, homem integro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal.
_Por
ventura Jó teme a Deus o tempo todo. Não tens o protegido de todos os lados, a
sua casa como a tudo o que ele tem, tens abençoado a obra de suas mãos de modo
que seus bens se multiplicam na face da terra. Mas estende agora a tua mão, e
toca-lhe em tudo quanto tem ele blasfemara de ti na tua face.
Ao que disse o senhor a satanás:
_
Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra a vida dele não
estendas as tuas mãos. _ E Satanás saiu da presença do senhor.
Certo dia, quando os filhos de Jó, comiam e
bebiam na casa do irmão mais velho, veio um mensageiro a Jó e disse:
_
Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles; e deram sobre eles os
Sabeus, e os tomaram; mataram os seus filhos a fio de espada, somente eu
escapei para trazer-lhe a noticia.
Enquanto este ainda falava veio outro e
disse:
_
Os Caldeus, dividiram-se em três bandos, roubaram os camelos; e mataram os
moços a fio de espada; e só eu escapei para trazer a noticia.
Enquanto este ainda falava, veio outro e
disse:
_
Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais
velho; eis que sobrevindo um grande vento do deserto, deu nos quatro cantos da
casa, e ela caiu sobre eles, morreram todos, somente eu escapei para trazer a
noticia.
Então Jó se levantou, rasgou o seu manto,
raspou a sua cabeça, e lançando-se por terra adorou a Deus e disse.
_
Nu sai do ventre da minha mãe, e nu tornarei para lá. O senhor deu, e o senhor
tirou; bendito seja o nome do senhor.
Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu Deus
falta alguma.
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